Uma brasileira de 24 anos enfrenta um quadro de saúde extremamente delicado após desenvolver uma doença pulmonar rara, de causa ainda não identificada. Atualmente, ela está internada no Harborview Medical Center, em Seattle, sobrevivendo com o auxílio de uma máquina chamada ECMO, equipamento que substitui temporariamente a função dos pulmões.
O esposo da Letícia, Eddie Ferreira, tem compartilhado atualizações frequentes sobre o estado de saúde da esposa por meio da campanha criada na plataforma GoFundMe. A arrecadação tem como objetivo ajudar a família a lidar com os altos custos do tratamento médico e das despesas decorrentes do longo período de internação.


O caso começou antes do Natal, quando ela foi internada no Allenmore Hospital, em Tacoma, com diagnóstico de infecção nos rins. Durante o período de internação, que durou cerca de uma semana, ela compartilhou o quarto com um paciente diagnosticado com pneumonia, apesar de já apresentar o sistema imunológico comprometido.
Após receber alta, a paciente foi medicada com o antibiótico Bactrim. Dias depois, ao tentar acompanhamento com um especialista em doenças infecciosas indicado pelo hospital, a família foi informada de que o atendimento havia sido negado e que não havia novos pacientes sendo aceitos. Durante esse intervalo, a brasileira apresentou reação grave: surgimento de erupções na pele, febre e tontura.
Ela foi novamente internada no Allenmore Hospital e, após alguns dias, transferida para o Tacoma General Hospital. Embora o quadro tenha se mantido relativamente estável por um curto período, a equipe médica decidiu pela transferência para o Harborview como medida preventiva, diante do risco de agravamento.
Já em Seattle, foi administrada uma nova medicação respiratória. Segundo o marido, apesar das preocupações levantadas por ele devido à estabilidade momentânea do quadro, o medicamento foi introduzido no sistema respiratório da paciente. A reação foi imediata e severa: queda abrupta de energia e necessidade de oxigênio em nível máximo.


No dia 21 de janeiro de 2026, os médicos decidiram iniciar o suporte por ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea), tecnologia utilizada em casos críticos de falência pulmonar. O procedimento é considerado de alto risco e apresenta taxa de mortalidade estimada em cerca de 50%. Existe ainda a possibilidade de a paciente precisar de um transplante de pulmão. A previsão de recuperação, caso haja evolução positiva, varia de seis semanas a cinco meses.
Os médicos avaliam a hipótese de que o quadro tenha sido desencadeado por uma reação adversa ao antibiótico Bactrim — uma condição extremamente rara, com apenas 19 casos documentados na literatura médica e taxa de mortalidade estimada em 40%.
Além do impacto emocional, a situação traz consequências financeiras severas. Mesmo com seguro de saúde, os custos hospitalares já são elevados: apenas a primeira semana de internação, ainda em dezembro, ultrapassou US$ 65 mil. O uso da máquina ECMO, por si só, pode chegar a US$ 500 mil. Após a alta, caso ocorra, a paciente não terá condições de retornar ao trabalho como nanny por vários meses.
O casal completa um ano de casamento no dia 1º de fevereiro, e a jovem fará 25 anos no dia 16 do mesmo mês. O marido é o único familiar presente nos Estados Unidos para prestar apoio. Ambos são praticantes de mergulho livre e compartilham o sonho de viajar e explorar o mundo.
Diante da situação, uma campanha de arrecadação foi criada para ajudar a cobrir os custos médicos acumulados. Caso haja recursos excedentes, a intenção é utilizá-los para despesas essenciais que haviam sido interrompidas antes do adoecimento. Em caso de desfecho fatal, os organizadores informam que 100% do valor arrecadado será destinado à família da paciente no Brasil.
A família agradece o apoio recebido até o momento e pede que a comunidade continue enviando pensamentos positivos e orações.

